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Paresias e paralisias: Meu cachorro vai voltar a andar?
""Pergunta realizada com freqüência, e na grande maioria dos casos, não existe uma resposta definitiva.
Sabemos hoje de alguns fatores no exame neurológico que por sua presença ou ausência nos fornecem pistas que podem esclarecer parcialmente a questão. Com o avanço da medicina na área de neurologia estamos percebendo que ainda se sabe pouco a respeito dos processos inflamatórios e degenerativos que acometem o sistema nervoso e sua interação com o sistema músculo esquelético.
Na medicina veterinária, por muito tempo considerou-se que a ausência de dor profunda (ou seja, a ausência de sensação dolorosa ao se pinçar fortemente os dígitos do cão) condenava o animal a uma incapacidade funcional dos membros posteriores. Hoje com o avanço na área de reabilitação e graças a proprietários que insistiram em tratar seus animais mesmo diante de um prognóstico desfavorável, sabemos que é possível retornar a ambulação cães sem dor profunda, o que pode ocorrer com relação a este parâmetro em termos de prognóstico é uma manutenção da incontinência urinária nos casos em que esta se apresenta, e uma demora maior no tempo de recuperação, que pode se estender por mais de um ano.
E a cirurgia de coluna, ela realmente é superior ao tratamento conservativo?
 Sim, com uma observação muito importante: desde que a lesão seja diagnosticada e a cirurgia realizada nas primeiras 48hs após o inicio do quadro de paresia/paralisia, o que não acontece na nossa rotina e realidade com muita freqüência.
Diversos estudos relatam claramente que o sucesso do procedimento cirúrgico decai com o passar do tempo de lesão medular, e faltam estudos prospectivos demonstrando superioridade no procedimento cirúrgico em casos crônicos quando comparado ao tratamento conservativo através de medicamentos, fisioterapia e acupuntura.
O tratamento ideal seria aquele em que a perda do movimento fosse tratada como emergência, os exames para determinação de localização e identificação de uma compressão (mielografia, tomografia ou ressonância magnética) se realizassem no dia do evento e a cirurgia nos casos indicados se realizasse na seqüência destes. No pós operatório já se iniciaria a fisioterapia de forma intensiva, maximizando o retorno funcional da região acometida e acelerando o processo de cicatrização.
Não sendo este o padrão encontrado frente às situações, a decisão pelo tipo de tratamento se torna mais complicada, mas deve sempre levar em consideração o bem estar do animal e deve ser tomada com a orientação de um veterinário especializado na área de ortopedia, neurologia ou reabilitação.
Conservativo ou cirúrgico o importante é ter em mente que o sucesso de qualquer tratamento depende muito da motivação do proprietário e seu reflexo no animal.
Importante ressaltar que a não ser que a dor esteja presente, os cães com paralisia de posterior, rapidamente se adaptam ao novo estilo de vida, a questão é o manejo destes animais que necessitam de ajuda para urinar e defecar ou não tem percepção quando o fazem, necessitam de limpeza diária, são sujeitos a cistites recorrentes, precisam de auxilio para se locomover, desenvolvem escaras e feridas facilmente, etc...Porém, quando realizados por proprietários que tem amor por seus companheiros, são cuidados incorporados a rotina da família e não trazem mal estar a nenhum dos envolvidos.
Portanto, mais importante do que saber se seu animal volta a andar, é saber se você esta preparado para cuidar dele durante todo o processo de recuperação, e se a qualidade de vida dele pode permanecer com a deficiência apresentada.
Estamos à disposição para esclarecer duvidas e trocar informações sobre o assunto.
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